September 7, 2009

McLanche Feliz

Deixe-nos em paz com nossos filhos mal educados, com maus hábitos alimentícios, viciados em televisão e computador, aos berros para ganhar o McLanche Feliz. A negação da liberdade vem acompanhada da afirmação do que é a liberdade certa. Liberdade sempre pressupõe o desgosto e uma certa desordem indesejável. Daqui a pouco, vão dizer que não podemos comprar chocolates com personagens infantis (como se o gosto do chocolate para uma criança fosse “apenas o gosto do chocolate”).
Em seguida, obrigarão nossas crianças a ler livros com meninas beijando meninas e histórias onde Jesus era africano. Criarão aulas onde meninos aprendam a colocar camisinha em bananas com a boca, afinal a igualdade entre os sexos deve passar pelo esmagamento da privacidade suja dos preconceitos, como se a vida fosse possível sem sombras, sob o calor sufocante da luz.

De Luiz Felipe Pondé, em artigo publicado hoje no Caderno Ilustrada do jornal Folha de S. Paulo

O digital só tornou as pessoas más fotógrafas. Você pode dar uma câmera digital a um orangotango e conseguir resultados melhores do que com uma pessoa.
Elliot Erwitt, francês, radicado em New York, fotógrafo da agência Magnum, tido como referência do fotojornalismo mundial, na Entrevista da 2a, hoje no jornal Folha de S. Paulo.

Inferno e baile funk

Se alguém quiser passar uma temporada no inferno sem sair de casa, basta ser vizinho de um baile funk.”

Ruy Castro, em seu artigo “Comparação cínica” publicado hoje no jornal Folha de S.Paulo.

September 6, 2009

Seminarista

“Só quem esteve num seminário pode avaliar o drama de fingir que nunca foi seminarista.”

Carlos Heitor Cony, em seu artigo “Biografia de um bigode”, publicado hoje no jornal Folha de S.Paulo.

A mentira é o refúgio do fracassado.
Myself
September 1, 2009
O pior traidor é aquele que engana a si mesmo.
Myself
August 25, 2009
Eu aprendi que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.
Atribuída a Shakespeare. Será mesmo dele?
August 24, 2009

Medos na pós-modernidade

A sociedade vive uma espécie de volta ao medo dos pré-modernos, que era o medo da natureza, da insegurança, de uma tormenta, um terremoto. Agora vivemos em uma espécie de mundo que nos atemoriza e desconcerta. O medo vem, por exemplo, da ecologia: o que vai acontecer com o planeta, o nível do mar vai subir? A natureza voltou a ser um problema hoje, como aos pré-modernos.

Jesús Martín-Barbero em entrevista para a Folha de S. Paulo em 23.8.09

Homo artisticus

Do pouco que conhecemos a respeito dos nossos ancestrais, identificamos neles bastante do que somos hoje. A diferença é que eles viviam em comunhão com o mundo - e não em guerra com ele.

Marcelo Gleiser em artigo na Folha de S. Paulo em 23.8.09.

August 23, 2009
Pisado, o menor verme se revira.
William Shakespeare